Quarta, 24 de Junho de 2026
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Ação terapêutica inspirada na quadra junina envolve pacientes em reabilitação no Hospital Metropolitano

Atividade reuniu crianças e adolescentes, na área externa e Brinquedoteca, em momentos de integração, estímulo motor e bem-estar durante o processo...

24/06/2026 18h47
Por: Redação Fonte: Secom Pará
Foto: Ascom/HMUE
Foto: Ascom/HMUE

O colorido das bandeirinhas, a criatividade das pinturas e a alegria das atividades juninas deram um novo significado à rotina de pacientes internados no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua (Região Metropolitana de Belém). Nesta quarta-feira (24), o Setor de Reabilitação reuniu crianças e adolescentes em uma programação terapêutica inspirada nas tradições juninas.

Dois grupos dividiram as atividades em vários espaços do Hospital, incluindo a área externa arborizada e a Brinquedoteca, proporcionando momentos de convivência, estímulo cognitivo, bem-estar emocional e fortalecimento do processo de reabilitação. Entre recortes de papel para a confecção de bandeirinhas, pinturas, colagens e outras tarefas, os participantes vivenciaram experiências que aproximam o ambiente hospitalar das vivências do cotidiano.

Segundo a terapeuta ocupacional Samanta Oliveira Meirim, os passeios semanais pelo jardim já fazem parte da rotina assistencial na unidade, e têm como principal objetivo promover acolhimento, qualidade de vida e humanização durante a internação. “O contato com a área externa favorece a mobilidade de pacientes jovens e adultos, além de estimular o brincar entre as crianças. São momentos que contribuem para o bem-estar físico e emocional, fortalecendo vínculos e incentivando a participação ativa no tratamento”, informou.

A profissional disse ainda que as atividades desenvolvidas têm importante função terapêutica, especialmente pacientes em processo de recuperação de queimaduras e outras lesões que comprometem os movimentos das mãos. “A produção das peças estimula a coordenação motora fina, a força e a funcionalidade das mãos. Ao criar algo com as próprias mãos, o paciente exercita movimentos essenciais para atividades do dia a dia, como se alimentar, vestir-se e escrever, de forma leve, prazerosa e integrada ao tratamento”, ressaltou.

Recuperação com leveza -Entre os participantes, Yano Moreira, 12 anos, acompanhado do pai, o agricultor Ivo Ribeiro Dias, 45 anos, morador de Breves, no Arquipélago do Marajó. O adolescente está em tratamento após sofrer um acidente com descarga elétrica de alta tensão.

Para Ivo, iniciativas como essa fazem diferença no processo de recuperação do filho. “Foi uma atividade muito importante. Percebemos que ele está mais animado, mais disposto e evoluindo a cada dia. Esses momentos ajudam muito durante a internação e contribuem para a recuperação dele”, afirmou.

Samanta Meirim observou que pacientes em internações prolongadas enfrentam desafios que vão além das limitações físicas. O afastamento da família, da escola, do trabalho e da rotina habitual pode impactar significativamente a saúde emocional e o sentimento de pertencimento. “Nosso objetivo é promover experiências que levem o paciente para além do leito, resgatando aspectos de sua vida cotidiana e fortalecendo sua autonomia. Mesmo dentro do ambiente hospitalar, buscamos proporcionar vivências significativas que contribuam para uma recuperação mais integral”, enfatizou.

Valdemiro Neto, 19 anos, internado há mais de 40 dias no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), também participou da atividade acompanhado da mãe, Silvia Mauro, 44 anos, ambos residentes em Castanhal (município da Região Metropolitana de Belém). Para ele, a experiência foi tão importante para a recuperação física quanto para o bem-estar emocional.

Estímulo -Segundo a terapeuta ocupacional Lorena Cordeiro, a ação de humanização também contemplou pacientes da internação pediátrica na Brinquedoteca. As atividades reuniram crianças na confecção de bandeirinhas juninas, desenhos, pinturas e outras atividades lúdicas, promovendo acolhimento, lazer e estímulo ao desenvolvimento infantil.

Segundo a profissional, brincar é essencial para a infância, e as atividades lúdicas terapêuticas contribuem para o desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social, minimizando os impactos da internação e do afastamento da rotina.

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